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Surto de sarampo

Sobe para 26 o número de casos confirmados de sarampo em São Paulo

Maioria dos pacientes não estava vacinada ou tinha esquema incompleto, segundo a Secretaria de Estado da Saúde

Por Redação
28 de agosto de 2026, 00h00 · Há 6 dias
Em 2026, o Brasil já soma 19 casos confirmados de sarampo. Foto: Reprodução/Internet
Do total de casos confirmados, 23 foram registrados na cidade de São Paulo, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos.
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A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou, nesta quinta-feira (27), mais três casos de sarampo, elevando para 26 o número de registros da doença no estado em 2026.

As novas infecções foram identificadas na capital paulista e envolvem um menino e uma menina com menos de 1 ano, além de uma mulher de 30 anos. Nenhum dos três tinha histórico de vacinação.

Do total de casos confirmados, 23 foram registrados na cidade de São Paulo, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Segundo a Secretaria da Saúde, 19 dos 26 pacientes não haviam sido vacinados ou estavam com o esquema vacinal incompleto.

Dois casos são considerados importados e os demais estão relacionados à importação do vírus. As autoridades de saúde seguem acompanhando as cadeias de transmissão e adotando medidas para evitar novos casos.

Vacinação ampliada

Diante do cenário, a vacinação contra o sarampo foi ampliada nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.

Até 1º de setembro, pessoas de 6 meses a 59 anos que vivem nessas cidades podem receber a vacina, independentemente do histórico vacinal, desde que não apresentem contraindicações. A estratégia busca aumentar rapidamente a proteção da população e interromper a circulação do vírus.

Para crianças de 6 a 11 meses, a aplicação é considerada uma “dose zero” e não substitui as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação aos 12 e 15 meses.

A Campanha de Multivacinação também segue até 1º de setembro nos 645 municípios paulistas, com foco na atualização da caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos.

Cobertura ainda está abaixo da meta

Dados preliminares de 2026 mostram que a cobertura da primeira dose da tríplice viral chegou a 89,35% no estado de São Paulo, enquanto a segunda dose está em 74,64%.

Os dois índices permanecem abaixo da meta de 95% estabelecida para a vacinação contra o sarampo. Em 2025, as coberturas haviam ficado em 94,2% para a primeira dose e 84,5% para a segunda.

O Brasil recuperou, em novembro de 2024, a certificação de país livre da circulação endêmica do sarampo. A ocorrência de casos importados ou relacionados à importação não representa, por si só, a perda desse status, mas reforça a necessidade de manter altas coberturas vacinais.

Por que a vacinação é essencial

O sarampo é uma doença altamente contagiosa. Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% das pessoas próximas que não estejam imunizadas.

A transmissão ocorre pelo ar, por meio da fala, tosse, espirro ou respiração. A vacina tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola, é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e é a principal forma de prevenção.

A doença pode causar complicações como pneumonia e encefalite e, em situações mais graves, levar à morte.

Sintomas do sarampo

Os principais sintomas são febre alta, tosse, coriza, irritação nos olhos e mal-estar intenso.

As manchas vermelhas costumam aparecer primeiro no rosto e atrás das orelhas e, depois, se espalham pelo restante do corpo. A persistência da febre após o surgimento das manchas é considerada um sinal de alerta, principalmente entre crianças menores de 5 anos.

Quando procurar atendimento

Pessoas com febre e manchas vermelhas pelo corpo, acompanhadas de tosse, coriza ou conjuntivite, devem procurar um serviço de saúde.

Em caso de suspeita, também é importante informar ao profissional de saúde sobre viagens recentes ou contato com pessoas que estiveram em locais com circulação do vírus.

Por ser uma doença altamente transmissível, casos suspeitos devem ser isolados. Sempre que possível, a orientação é avisar a unidade de saúde antes da chegada, permitindo que sejam adotadas medidas para reduzir o risco de transmissão a outros pacientes.

*Com informações do G1, Uol e Ministério da Saúde.