Por Renato Campos — O Vale do Ribeira guarda um dos maiores fragmentos de Mata Atlântica do planeta, abriga cavernas de beleza incomparável, rios cristalinos e comunidades quilombolas com séculos de história. Apesar disso, a região segue sendo uma das de menor IDH do Estado de São Paulo. Essa contradição precisa ser encarada de frente.
O ecoturismo estruturado — com roteiros integrados entre municípios, guias locais capacitados, hospedagem nas comunidades e certificação ambiental — pode mudar essa realidade sem destruir o que faz o Vale do Ribeira único. Cidades como Iporanga, Apiaí e Eldorado já ensaiam passos nessa direção, mas falta integração regional e apoio do poder público estadual.
A Mata Atlântica não é um obstáculo ao progresso. Ela é o próprio patrimônio que pode gerar renda sustentável por gerações. O Vale do Ribeira merece uma aposta diferente — e o ecoturismo é esse caminho.